PLANO DE EXECUÇÃO DO ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL
Parte I – Identificação da Instituição Proponente
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CNPJ
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02.723.731/0001-90
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Nome da Organização Proponente
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Endereço da sede social
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Av., R., etc
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Rua Caconde
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Número
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232
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Complemento
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Bairro/Distrito
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Vila Clarice
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Município
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Santo André
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UF
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SP
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CEP
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09250-740
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Telefones
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4975-4043 ou 4475-1944
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E-mail
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casa@larebenezer.org.br
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Site
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www.ebenezer.org.br
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Registro CMAS
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Nº 61/01
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Registro CMDCA
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Nº 52/00-2
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Acolhimento das crianças é na Rua Atabasca 1229, Jardim Santo Alberto,Santo André ,SP CEP 09260 430
Representante Legal
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Nome
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Helma Ferreira de Souza
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Função
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Presidenta
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CPF
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148.976.808-40
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RG
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7.808.509
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Data de nascimento
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20/08/1955
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profissão
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Do Lar
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Tel
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4475-1944 ou 4975-4043
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E-mail
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casa@larebenezer.org.br
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Endereço
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Rua Atabasca 1229 – Jardim Santo Alberto – Santo André
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Mandato
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22/04/08 a 21/04/10
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Responsável Técnico do Projeto
2-
APRESENTAÇÃO – CONCEPÇÃO DO TRABALHO
A Casa Lar Ebenézer foi fundada em 22 de abril de 1998 quando registrou sua proposta de trabalho no 1º Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas de Santo André.No dia 29 de abril de 1998 entregou o seus primeiros ofícios junto ao CMDCA, CMAS, Conselho Tutelar, com respectivas cópias da ata de eleição de diretoria, Estatuto Social, Relatório da Diretoria com suas qualificações, Plano de trabalho e a cópia da solicitação do CNPJ.
As histórias de vida das crianças e adolescentes atendidas pelo Abrigo são marcadas por pobreza de politicas publicas, abandono, maus tratos, abuso sexual, alcoolismo, uso de drogas, vítimas enfim, da situação sócio-econômica precária de grande parte da população brasileira; incluindo-se nesse quadro os moradores da região do Grande ABC, o principal foco de prestação de serviços da Instituição.
Este quadro exige mudanças na gestão das políticas públicas, como também na política de atendimento das instituições que trabalham com esta demanda.
Em suma, a Casa Lar Ebenezer, desde sua fundação em 1998, tem abraçado a missão de minimizar o alto índice de crianças e jovens que vivem em situação de risco, acolhendo-as e obedecendo as diretrizes de proteção, excepcionalidade, provisoriedade e transitoriedade.
O Lar Ebenézer é o espaço no qual as crianças retomam relações no processo educativo, novas formações e regras de convivência social, novos hábitos de higiene, saúde e alimentação visando melhor qualidade de vida. A Instituição persegue e garante os direitos de seus acolhidos, segundo os princípios e premissas do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA.
A proposta fundamental deste abrigo é tê-lo o mais parecido com um lar, embora provisório; paralelamente, desenvolve-se um trabalho conscientização da comunidade quanto a sua responsabilidade social para com o próximo.
A diretriz do nosso trabalho consiste em proporcionar um Lar para as crianças, embora provisório, com características de proteção e moradia, visando a garantia de direitos a convivência comunitária e o fortalecimento dos vínculos familiares, sendo estes preferencialmente em famílias de origem .
Pleiteia-se também a participação do poder público representados através das Secretarías de governo e do CMDCA nas questões que envolvem o acolhimento das crianças e adolescentes, com a oferta de políticas que possam contribuir na qualidade do atendimento a criança e investimento na família para o breve retorno da criança e adolescente ao seio familiar
3- JUSTIFICATIVA
Vivemos em uma sociedade democrática, a qual foi estabelecida em meio a má distribuição de renda, gerando assim desigualdade e vulnerabilidade social, vitimizando principalmente as crianças e adolescentes brasileiros, sendo necessário a criação de Leis e Estatutos que garantam os direitos dos mesmos.
O direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária depende, em potencial, da inclusão social de suas famílias. O direito da família à proteção do Estado é reconhecido pela Convenção sobre os Direitos da Criança, Constituição Brasileira de 1988 (art. 226), pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). A família é compreendida como um grupo de pessoas, com laços de consangüinidade, de aliança, de afinidade ou de solidariedade, cujos vínculos circunscrevem obrigações recíprocas, organizadas em torno de relações de geração e de gênero. Arranjos familiares diversos devem ser respeitados e reconhecidos como potencialmente capazes de realizar as funções de proteção e de socialização das suas crianças e adolescentes. Entretanto, diante de situações de risco social e vulnerabilidades, as famílias precisam ser apoiadas, pelo Estado e pela sociedade, para cumprir suas responsabilidades. As políticas de apoio à família visam à superação de vulnerabilidades e riscos vividos por cada família, favorecendo e ampliando os recursos sócio-culturais, materiais, simbólicos e afetivos que contribuem para o fortalecimento dos vínculos e do direito à convivência familiar e comunitária.
O Lar Ebenezer desde 1998 vem atuando na região de Santo André, acolhendo crianças que são vitimizadas, por meio de suas histórias de vida marcadas pelo abandono, maus tratos, abuso sexual, uso abusivo de drogas por parte de pais/madrastas ou padrastos.
Entendendo como medida de proteção aquela que indique o afastamento da criança ou do adolescente de seu contexto familiar, podendo ocasionar suspensão temporária ou ruptura dos vínculos atuais, deve ser uma medida rara, fora do comum, excepcional. Apenas em casos onde a situação de risco e desproteção afetam a integridade do desenvolvimento da criança e do adolescente é que se deve pensar no seu afastamento da família de origem. A decisão desta separação é de grande responsabilidade, por parte do operador e da operadora social e deve estar baseada em fundamentação teórica sobre o desenvolvimento infantil, as etapas do ciclo de vida individual e familiar e a teoria dos vínculos. Essa decisão deve considerar a prioridade do investimento na reorganização dos laços familiares, e a comunicação na família, sem que se precise promover a desagregação de seus membros. A análise da situação evita danos ao desenvolvimento da criança causados por separações bruscas, longas e desnecessárias. Deve, ainda, considerar a qualidade das relações, a atitude pro ativa de seus membros na requalificação dos vínculos e construção de sua autonomia. A decisão por um afastamento definitivo, ou seja, a destituição do poder familiar, só deve ocorrer após um investimento eficiente de toda a rede de serviços públicos na busca de recursos para a família de origem, nuclear ou extensa, com acompanhamento profissional sistemático e aprofundado de cada caso e considerando o tempo de afastamento, a idade da criança ou do adolescente e a qualidade das relações.
A convivência familiar e comunitária, direito fundamental de toda criança e de toda e todo adolescente. É como a lei brasileira reconhece e preconiza a Família, enquanto estrutura vital, lugar essencial à humanização e à socialização da criança, espaço ideal e privilegiado ao desenvolvimento integral dos indivíduos.
Convivência familiar e comunitária, direito fundamentalmente violado, retrato de um Brasil real, onde um enorme contingente de famílias, por razões históricas e estruturais, sobretudo devido ao profundo impacto das transformações sociais e econômicas das últimas décadas, enfrenta grande dificuldade em assumir e exercer adequadamente sua função social mais importante, a de criar e educar os próprios filhos e filhas. Família tantas vezes abandonada e vitimizada, submetida à violência estrutural, que se traduz em precaríssimas condições de vida, na falta do alimento, da moradia, da educação de qualidade, do trabalho, da saúde, enfim, na impossibilidade de acesso aos bens fundamentais que, numa sociedade urbana e contemporânea como a nossa, definem uma existência minimamente digna. Credora de direitos e em estado de subcidadania, investir nessa família, descobrir e resgatar o seu valor, é a condição essencial e primeira à garantia dos direitos das crianças e adolescentes.
Em suma o atendimento no Lar Ebenezer constitui-se na a aproximação e vinculação a outros serviços, bem como a reintegração com a família, primando pelos direitos estabelecidos pelo ECA, LOAS e Constituição.
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- OBJETIVO E PÚBLICO-ALVO
Objetivos
Objetivo é oferecer proteção integral a todas as crianças encaminhadas pelo Conselho Tutelar ou pela Vara da Infância. Propondo uma nova forma de ação rompendo com o modelo tradicional antigo que mantinha atendimentos massificantes e estigmatizantes, oferecendo uma qualidade de vida as crianças/adolescentes, com atendimento personalizado em pequenos grupos, em ambiente com cara, tamanho e jeito de casa e que realmente seja provisória excepcional e transitória.
Público
Como publico alvo é acolher crianças de ambos os sexos, na faixa etária de 0 a 17 anos que se encontram com seus vínculos familiares rompidos e ou fragilizados, e ou que tenham sido vítimas de maus tratos, abuso, violência psíquica ou física, dentre outros, encaminhadas pela Vara da Infância e ou Conselhos Tutelares. Com o objetivo de acolher, promover a reconstrução do projeto de vida e o retorno à convivência familiar e comunitária.
CAPACIDADE DE ATENDIMENTO
A Casa Lar Ebenézer terá capacidade para atender 20 crianças/adolescentes, de ambos os sexos, em acolhimento integral, mantendo a estrutura física com cara tamanho e jeito de casa.
Objetivo Específico
. Promover o envolvimento da comunidade na manutenção, planejamento e execução dos programas de proteção as crianças/adolescentes, por meio de inserção nos recursos como escolas, creches, postos de saúde, áreas de lazer, esportivas e outros.
. Incentivar o fortalecimento dos vínculos familiares, por meio de visitas semanais dos pais ao abrigo ou o transporte da criança/adolescente até o local de residência de sua família quando possível.
. Ressaltar a necessidade do trabalho em rede, com os órgãos públicos (conselhos Tutelares, Vara da Infância e Juventude, secretárias e outros).
. Informar ao Judiciário quando se faz necessário a integração em família substitutas visto que se esgotaram as possibilidade de retorno a família de origem.
. Propiciar suporte emocional, social, educacional e cognitivo necessário ao resgate da auto-estima, o retorno aos vínculos familiares e comunitários, oferecendo a proteção integral aos atendidos.
. Manter interface com o CREAS para garantir o atendimento social às famílias dos acolhidos, visando trabalhar os conflitos familiares para a reconstrução da dinâmica na família com o fortalecimento dos vínculos afetivos.
. Garantir ainda, acompanhamento social sistemático dessas famílias, estimulando o desenvolvimento e promovendo a auto-organização, propiciando gradativamente a co-responsabilidade na educação de seus filhos, exercendo, papel ativo nessa função. Este trabalho será realizado em parceria com a equipe do CREAS através do projeto de atendimento psicosocial às famílias sempre que necessário.
. Intervir de forma imediata os conflitos, fortalecendo os vínculos, ou a reintegrar com outros meios de convívio social.
. Atendimento e acompanhamento às crianças e às suas famílias, articulando este com as demais ações e programas da rede do município destinados à população em situação de risco.
. Encaminhamento dos membros familiares para os serviços da rede para poderem participarem de oficinas sócio educativas, visando promover o fortalecimento de vínculos, desenvolvimento de potenciais e a integração grupal e familiar
5- Serviços e projetos em andamento
Serviços
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Acolher crianças encaminhadas pela Vara da Infância e ou pelo Conselho Tutelares, durante 24 horas, proporcionando um ambiente de escuta, acolhimento e de inserção no atendimento básico proposto pelo Serviço.
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Atender às necessidades básicas de alimentação, higienização, saúde, vestuário e moradia a qualquer hora do dia ou da noite.
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Encaminhar aos serviços da rede de saúde, quando detectados casos de necessidade.
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Recepcionar a criança, iniciar os contatos com Conselhos Tutelares e rede de serviços, para identificação da situação e da família, visando um o mais rápido possível investimento na família que contribua com mudanças que favoreçam o possível retorno ao convívio familiar.
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Intervir de forma a fortalecer os vínculos familiares, ou a reintegrar com outros meios de convívio social.
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Atender a família e a criança/adolescente de forma individual e grupal, para orientações, encaminhamentos e acompanhamento da (re) construção do projeto de vida.
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Fortalecer os vínculos entre educadores, voluntários e educandos, propiciando espaços de vivência coletiva, utilizando recursos/oficinas pedagógicos, culturais e lúdicos, na rotina da criança, de forma a construir o encaminhamento necessário para a intervenção.
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Estabelecer articulação com outros abrigos, com objetivo de troca de esperiencias que contribuam na melhoria na rotina do abrigo
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Encaminhar os casos de longa permanência para espaços onde estejam instituídas rotinas próprias, inserção em acompanhamento escolar e recomposição de laços familiares, quando isto for possível, e outras ações necessárias.
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Propiciar à equipe da Casa Lar Ebenézer, durante a permanência no serviço, a capacitação e a supervisão técnica constante, quando necessário.
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Criar um banco de dados e monitoramento para o estudo e acompanhamento dos casos, com indicadores de metas e resultados a curto, médio, longo prazos.
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Apoiar a criação de grupos de voluntários oriundos da comunidade que possam ser inseridos, de formas diversificadas, nas atividades e no apoio da casa.
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Serão realizadas oficinas lúdicas e pedagógicas e ações socioeducativas, no espaço da casa ou fora dela.
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Será realizado o acompanhamento e orientação familiar para as famílias das crianças em permanência na casa Lar Ebenézer.
Ações realizadas por este abrigo com o objetivo de minimizar as angústias e sofrimentos da criança e/ou do adolescente em relação ao afastamento da convivência familiar.
O abrigo procura oferecer um ambiente acolhedor para a criança, desde a sua entrada. Todas as pessoas que lidam com a criança sabem que ela sofre muito por estar num ambiente estranho, com pessoas estranhas, longe de sua casa, sua família e seu ambiente familiar. Temos a seis anos como voluntária a psicóloga Dra Wadad Leôncio, que nos ajuda atendendo as crianças e suas famílias conjuntamente e quando a criança não tem família ela é atendida em grupo, de modo que além do cuidado especial que procuramos oferecer no trato do dia a dia com cada criança, as encaminhamos para o atendimento familiar ou grupal. Temos observado que as crianças sofrem muito pela separação dos pais e o sofrimento delas se expressa de diversas maneiras, umas choram muito, se recusam a se alimentar, outras se mostram assustadas, inibidas, apáticas, ainda outras são agitadas e agressivas. E no abrigo discutimos as vivências emocionais de cada criança com a psicóloga e a assistente social Regina e estes nos orienta sobre o modo de agir com as crianças e por vezes com a família. O que fazemos para minimizar as angústias é o que consideramos fundamentalmente necessário de acordo com a nossa experiência e a experiência da psicóloga que vem nos ajudando a compreender e a lidar com o sofrimento da criança, que seja feito de imediato é acolher bem a criança, tratá-la com consideração, respeito, delicadeza e muito afeto, todos os dias por mais que o comportamento da criança seja difícil. Também consideramos fundamental, não revidar à criança por mais que às vezes procura nos testar para ver se a suportamos. Como: quando quebra objetos do abrigo ou quando morde, ou cospe, etc. Tentamos sempre compreender quais as angústias da crianças que estão por detrás dos seus comportamentos. Desde o início, esclarecemos para a criança quem somos, qual é a situação dela de acordo com a sua capacidade de compreender a sua situação, procuramos conhecer seus desejos, conversamos com a criança sobre a situação dela. Quando falamos isso estamos nos referindo ás crianças maiores. Quando é bebê, procuramos confortá-lo, consolá-lo, conversar com ele, oferecer-lhe colo. de modo que aos poucos a criança começa a se acalmar e a se sentir protegida e não mais tão sozinha e desamparada. Também falamos á ele da sua casa, da sua mãe, do que sabemos e observamos a respeito dele. A psicóloga que está conosco nos relatou a sua experiência com crianças recém abrigadas. O seu estudo, de Mestrado, que procurou retratar as vivências emocionais dessas crianças pode concluir que todas elas têm um imenso sofrimento por ficarem longe da sua casa, sua família e amigos. Demonstrou ainda que quando a criança no abrigo tem uma oportunidade de falar sobre a sua casa sua família, e quando se sente compreendida, passa a querer se relacionar, crescer e aprender. Portanto nós procuramos oferecer cuidados que atendam as necessidades das crianças e que possam garantir-lhes todos os seus direitos e principalmente o direito à convivência familiar e Comunitária. Pensamos que também o que minimiza o sofrimento da criança é ver que o abrigo quer ajudar a criança a retornar para sua casa em melhores condições. Ou seja a experiência que a Psicóloga que nos acompanha, relata que ela havia observado que as crianças apesar de muitas vezes viver num ambiente difícil com seus pais ela os ama muito e que o maior dos desejos da criança é que ela retorne para casa. No caso de crianças maiores como as que foram investigadas pela psicóloga, o seu desejo era que a família melhore suas condições para que eles possam cuidar dos filhos. As crianças ao verem que nós temos interesse nelas e em suas famílias, elas também se tranqüilizam e seus sofrimentos diminuem. Além de tudo que fazemos se uma criança se mostra infeliz, nós procuramos sempre ouvi-la, não reclamamos de sua dor, não a censuramos por isso e não pedimos a ela para se calar. Nós procuramos apenas ficar com a criança e seu sofrimento. Uma outra medida que tomamos é de manter um contato com o Fórum e o Conselho Tutelar, para logo conhecer a situação de cada criança e cada família, e informar a criança a sua situação. Ouvimos a criança para saber o que ela acredita que seria melhor para ela mesma.
As ações visando preparar seus profissionais para o estabelecimento de vínculos com a criança e /ou adolescente abrigado, bem como com vistas a prepará-los para o gradativo desligamento dos abrigados
O abrigo procura preparar o Coordenador, a Guardiã e até mesmo funcionários e voluntários para que os vínculos com a criança não se tornem o que a Psicóloga( Wadad Ali Hamad Leoncio) que trabalha conosco considera patológicos, ou normativos. Esta tem observado que em alguns abrigos existem muitas preocupações com normas e toda a interação adulto criança abrigada se dá por este vértice.
Por outro lado também têm visto funcionárias, principalmente, mulheres que atuam na função de cuidadora/educadora social, se identificarem com crianças que são abandonadas e passam a hostilizar e atacar as mães biológicas que segundo elas, maltratam as crianças, abandonam, judiam. Estas cuidadoras/educadoras sociais acreditam que as crianças estão bem cuidadas quando estão cuidadas por elas. Desejam que as crianças permaneçam longe de suas mães maltratantes e sejam cuidadas por elas ( cuidadoras/ educadoras)
Isso ao nosso ver
é algo que temos observado com freqüência ocorrer em abrigos e acreditamos que esteja relacionado às dificuldades da cuidadora/educadora social em lidar com suas angústias de separação. Tendo em vista que o contato de um ser humano com outro mobiliza em cada um sentimentos e fantasias, e sabendo que ao se cuidar de uma criança esta acaba por se apegar e também aquele que cuida também se apega e sofre ao imaginar a separação, temos sempre conversado com a psicóloga que nos ajuda sobre a situação de cada criança, para que estejamos nós e ela sempre preparados para o momento do retorno da criança para casa ou o encaminhamento da criança para a família substituta.
Sabemos que os vínculos saudáveis são importantes para a criança e para os profissionais. Procuramos nos preparar para que não prejudiquemos as crianças. Lembramos sempre que o abrigamento é uma medida excepcional e provisória e visa ajudar a garantir os direitos da criança. Temos que estar alertas para não prejudicar os vínculos da criança com seus familiares e nem o retorno da criança para seus lares. Por ter a psicóloga que trabalha conosco vasta experiência em abrigos, têm acompanhado e orientado educadores sociais, funcionárias e voluntários visando valorizar a família e sua aproximação com seus filhos. O abrigo com seus cuidadore/educadores mantém um diálogo permanente com a psicóloga que trabalha no abrigo de modo a ajudá-los para que aspectos pessoais não interfiram na formação dos vínculos com as crianças e para que possam garantir para a criança a manutenção de seus vínculos familiares e também contribuir para a formação de novos vínculos para a criança. Temos percebido que a formação de novos vínculos ajuda a criança a se sentir mais segura e mais confiante em suas capacidades amorosas.
Medidas realizadas por esta instituição para estimular, facilitar e manter o vínculo da criança e /ou adolescente com sua família de origem
É comum após algum tempo de abrigamento, e depois que a criança estabeleceu novos vínculos com outras crianças ou outros adultos na instituição, observar crianças dizerem que não querem mais voltar para casa, ficarem arredios ao contato e até mesmo ficarem indiferentes.
O abrigo pode estimular conversando com a criança e tranqüilizando a mãe. Temos observado que muitas mães tornam-se inseguras ao verem seus filhos serem abrigados, e aumenta a insegurança das mesmas, quando vêem seus filhos reagirem assim quando as encontram. Se as mães não são ajudadas pelos funcionários do abrigo esse círculo pode se perpetuar .Entretanto se a mãe é ajudada e se a criança for estimulada a ir com a mãe. Se também é preservada a mãe na mente da criança como alguém que cuidava também da criança, isso facilita a manutenção do vínculo familiar.
A instituição procura identificar os membros da família extensa- muitas vezes a criança só tinha contato com a mãe e nunca tinha tido com o pai. Através de conversas com a criança e com o pai no caso procura-se estimular e facilitar para que a criança possa formar um novo vínculo importante que pode significar para a criança viver em família.
Uma outra medida é verificar a situação da criança, os motivos do abrigamento, a composição familiar, saber quem são seus familiares, saber se os pais têm ou não permissão para a realização das visitas. Muitas vezes os pais não visitam a criança por não saberem onde está a criança, por haver mal-entendido, ou por não terem dinheiro, ou por estarem doentes e principalmente por desconhecer onde procurar garantia de direto.
É importante sempre ter o máximo que possível informações a respeito de cada criança para ver como se pode ajudá-la. Os dados podem ser usados para se conversar com a criança sobre a família dela, de modo que essa conversa possa ser útil para estimular, facilitar e ajudar a manter o vínculo com a família de origem.
Ações realizadas por esta instituição/programa visando à promoção da convivência comunitária da criança e/ou adolescente abrigado
Sempre que possível solicitamos autorização judicial para que as crianças passem os finais de semana com suas respectivas famílias retornando no domingo a noite. Quando isto acontece, ajuda a alimentar o processo da criança no judiciário visto que as crianças relatam suas vivências as técnicas do abrigo e do setor técnico do judiciário
Também temos um projeto de envolvimento da comunidade onde famílias cadastradas pelo abrigo passam por algumas orientações e após um determinado tempo de freqüência no abrigo as mesmas são autorizadas pela Vara da Infância e Juventude a passarem finais de semana com crianças abrigadas. Estas saídas tem ajudado muito as crianças pois passam a conviver com diferentes famílias permitindo a elas freqüentarem novos espaços comunitários que nem sempre esta ao alcance do abrigo e menos ainda de suas respectivas famílias.
Além dos passeios com famílias solidárias o abrigo tem programado passeios coletivos que geralmente por escolha das crianças tem sido no litorais praiano. Com a participação da comunidade temos conseguido parcerias importantes com escolas da região que oferecem bolsas de estudo as crianças do abrigo.
Estas oportunidades tem ajudado muito a melhorar a auto estima da criança e consequentemente melhorando o seu desenvolvimento escolar
Uma vez por ano fazemos uma festa de confraternização entre os que nos ajudam e as famílias das crianças acolhidas pelo abrigo
Ações que são realizadas por esta instituição/programa de abrigo contribuem para que as decisões do Judiciário sejam tomadas visando ao melhor interesse da criança e/ou adolescente abrigado
Procuramos nos relacionar com o Judiciário de modo a colaborar para que as decisões tomadas visem ao melhor interesse da criança e /ou adolescente abrigado. Assim sendo comunicamos tudo que consideramos relevante para que a equipe técnica, o Promotor e o Juiza conheçam mais sobre a criança e sua família. Por exemplo enviamos relatórios sobre a família, sobre a relação da criança com seus familiares. Comunicados diversos sobre uma determinada criança ou família. Solicitamos que sejam tomadas providências em determinados casos de crianças que tem uma longa permanência no abrigo. Sugerimos o retorno da criança ao lar quando observamos a viabilidade disso. Também quando a família não mostra condições emocionais e nem materiais para cuidar da criança nós também comunicamos, para que a criança possa retornar somente em condições favoráveis que contribuam para o seu desenvolvimento ou então ser encaminhada para uma família substituta.
Relatórios são elaborados sobre quem faz as visitas, freqüência, sobre o modo de viver da criança e da família anterior ao abrigamento, sobre as necessidades de exigir a inclusão da família em programas governamentais.Muitas vezes sentimos que a nossa opinião não tenha peso para o Judiciário. Por vezes nossas práticas divergem. Às vezes vemos que o Judiciário moroso demais, às vezes há demora da criança ser ouvida. Às vezes uns meses podem ser uma eternidade para uma criança ou para a sua família. Muitas vezes crianças ficam alguns anos abrigadas, depois retornam para as mesmas condições anteriores ao abrigamento. Quando nós nos perguntamo: Porque do acolhimento institucional?
Muitas vezes sugerimos que uma criança seja encaminhada para uma família substituta com uma aproximação gradativa entre a criança e a familia escolhida para que a criança estabeleça vínculo e também possa ser ouvida Quando não acontece desta forma e a criança é encaminhada para familia substituta sem aproximação gradativa mais tarde vemos algumas criança serem devolvidas para o abrigo.
Houve proibição de visitas de mãe e encaminhamentos de crianças para outros abrigos sem que na nossa opinião houvessem razões que os justificassem contrariando o próprio estatuto da criança.
Nossa relação com o Judiciário tem melhorado muito, fruto de troca de informações e respeito, que possibilitam a equipe do abrigo melhor auto estima
Consideramos que nós e o Judiciário possamos trabalhar em parceria e sermos parte de uma rede que poderá oferecer cuidados para a criança abrigada e sua família. É necessário que se considere que o outro pode colaborar comigo e eu com ele para que juntos possamos cuidar de uma família em dificuldade com uma imensa vontade de dar certo e de encontrar alguém que possa com ela contribuir para que suas condições possam melhorar.
O abrigo convive 24 horas com a criança e semanalmente com a familia, portanto deve ser visto pelas técnicas do judiciário como uma fonte rica de informação que muito pode contribuir com o futuro de uma criança.
Ações que são realizadas por esta instituição/programa de abrigo em apoio à família da criança e/ou adolescente abrigado com o objetivo de contribuir para o restabelecimento do convívio familiar adequado.
Há seis anos que esta instituição conta com a Dra. Wadad Ali Hamad Leoncio que voluntáriamente vem realizando estudos sobre crianças abrigadas e tem atuado em nosso abrigo realizando atendimentos às famílias das crianças abrigadas. Os atendimentos às famílias têm contribuído muito para uma melhoria na relação pais e filhos abriga.Também têm se constituído num espaço de escuta para os pais e de reflexão sobre a situação deles e dos filhos. Temos observado que estes atendimentos têm ajudado os pais a expressarem também seu sofrimento pelo abrigamento dos filhos e têm revelado os problemas dos próprios pais e as dificuldades que apresentam para oferecer um cuidado suficientemente bom para os filhos
. Os pais também conseguem através dos atendimentos pensar e encontrar soluções melhores para eles do que as que tinham. Os atendimentos mostraram que todos os pais necessitam também ser acolhidos, valorizados, reconhecidos e respeitados. Sobre os pais pudemos compreender que suas dificuldades estão relacionadas as experiências que tiveram de extrema rejeição, abandono, maltrato e abuso de suas famílias de origem sejam elas biológicas ou adotivas.
Temos concluído que os pais não podem dar para os filhos aquilo que não receberam e que eles necessitam ser “maternados” para que possam “maternar” seus filhos. Assim por exemplo: através dos atendimentos se conhece um pouco sobre a história dos pais e do relacionamento dos pais com a criança. Em seguida, os pais e as crianças são atendidos conjuntamente.
É feito um diagnóstico do vínculo, e também da situação global daquela família. São apreendidos os motivos do abrigamento, a partir disso são examinadas e discutidas as relações dos pais consigo mesmos e a relação deles com os filhos. Temos por exemplo trabalhado com mães que mendigavam com os filhos, ou de mães que deixavam os filhos sozinhos em casa, ou que morava na rua, ou que se prostituem, ou ainda com mães que se drogavam ou que roubavam. Temos visto que a maioria das mães têm um interesse por seus filhos e desejam muito que lhes seja dada uma oportunidade para cuidar deles de uma forma mais adequada às necessidades das crianças. Temos também notado que os pais devido a falta de desenvolvimento emocional próprio, apresentam dificuldades para proporcionar cuidados suficientemente bons para os filhos. Assim as crianças ao serem abrigadas mostram que têm problemas acentuados de fala, de imaturidade, de agressividade.
Temos visto o quanto o abrigamento prejudica o vínculo da criança com a mãe, durante os atendimentos é trabalhado este aspecto de modo que o convívio familiar adequado possa se restabelecer e não ficarem prejudicados os vínculos. Temos visto que o modo da mãe e do pai lidar com a situação do abrigamento pode ser facilitadora ou não do restabelecimento do convívio adequado. Muitos pais se sentem perseguidos pelo abrigamento dos filhos. Se sentem roubados, estimulados a agredir e não vêem no abrigamento do filho uma oportunidade para melhorar a situação de vida. Alguns pais que abrigam seus filhos precisam de acompanhamento pois sentem que fizeram um mal terrível para os filhos e acabam se culpando e se deprimindo e têm dificuldades para melhorar sua situação de vida em função destes sentimentos e necessitam ser ajudados para que possam superar estes e restabelecerem um convívio familiar adequado.
Os atendimentos ajudam os pais a compreenderem as necessidades deles e dos filhos, a refletirem sobre a situação de vida que levam e o quanto isso não é favorável e nem é aceitável pela lei. Nos atendimentos ainda passam a refletir sobre o que desejam e o que necessitam e qual o preço que eles pagam por serem quem são. Pensamos que isso ajuda os pais a se situarem dentro de um contexto, que têm Leis, que demanda certos fazeres
Os atendimentos ajudam a família a lidar de modo mais eficiente com a situação do abrigamento. Muitas famílias se sentem impotentes para lidar com a situação do abrigamento dos filhos. Sentem-se perdidos, culpados. Ficam paralisados. Outras se sentem desprovidos de recursos, se sentem roubados tudo isso ao nosso ver afeta a família e as relações entre os membros. Quando há pai e mãe, um joga a culpa no outro. Quando há só a mãe e os filhos, esta sente que não recebeu a ajuda que esperava.
A maioria dos pais já apresentavam problemas com as famílias de origem, ou com a sociedade antes dos filhos serem abrigados. Na maioria das vezes os pais das crianças abrigadas não tem um bom relacionamento com sua família de origem
. Algumas vezes as mães sofreram abuso sexual quando eram crianças, outras vezes foram abandonadas e adotadas e sofreram maus tratos dos pais adotivos, ou que sofreram perda de pessoas muito queridas por assassinato. O mundo, podemos dizer, tem sido muito hostil com esses pais. O atendimento psicológico das crianças e suas famílias tem favorecido o surgimento da confiança e da esperança. Sentimentos estes considerados básicos para o surgimento do desejo de melhorar, progredir, e ter fé. Os pais muitas vezes por verem seus filhos sendo retirados do seu convívio, passam a se sentir perseguidos, ameaçados, roubados, ao verem que no abrigo há alguém que se interessa por eles, quer ajudá-los e ao ser esclarecida toda a situação com o psicóloga passam a trabalhar no sentido de verem como podem ser ajudados para que possam retornar ao convívio dos filhos em melhores condições.
Além do atendimento psicológico as famílias têm sido encaminhadas ao Departamento Social da prefeitura onde são incluídas em programas de ajuda. Algumas mães são encaminhadas para cursos profissionalizantes. Quando não possuem o dinheiro para a realização das visitas recebem passes para vir visitar os filhos. São encaminhados para a Frente de trabalho e para clínicas especializadas no tratamento de drogadição
Também atende as famílias em reunião conjunta com a assistente social e a psicóloga para esclarecê-las da situação da criança no abrigo quando está apresentando algum problema no abrigo, ou na escola
Encaminha para programas de profissionalização e também dá apoio financeiro e material.
Essa entidade permite a visitação da família em dias e horários estabelecidos e não estabelecidos previamente desde que os pais comuniquem a necessidade. O abrigo também realiza visitas domiciliares para verificar as condições que a família tem para que as crianças possam retornar ao lar.
Lamentavelmente quando por ocasião do encaminhamento da criança para o abrigo as informações que são dadas se limitam ao nome da criança, endereço, e nome dos pais.
Temos cobrado constantemente os Conselhos Tutelares que se faz necessário sabermos com detalhes o que levou o conselheiro(a) a fazer uso da medida de proteção e para tal deveria ser juntado a guia de encaminhamento informações complementares principalmente dos encaminhamentos anteriores e como é composto o núcleo familiar.
Outra forma de ajuda familiar se da ao oferecermos ajuda no sentido de transformar a residência da familiar da criança mais acolhedora suprindo algumas necessidade de moveis , utensílios e alimentação.
M
ETAS E INDICADORES
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META 1
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Acolher crianças encaminhadas pela Vara da Infância e ou pelo Conselho Tutelares, proporcionando um ambiente de escuta, acolhimento e de inserção no atendimento básico proposto pelo Serviço.
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AÇÕES
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METAS QUANTITATIVAS
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INDICADORES DE GESTÃO
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COLETA DE DADOS
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METAS QUALITATIVAS
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INDICADORES DE RESULTADOS
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COLETA DE DADOS
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META 2
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Atender as necessidades básicas de alimentação
, higienização, saúde, vestuário e moradia a qualquer hora do dia ou da noite
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AÇÕES
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METAS QUANTITATIVAS
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INDICADORES DE GESTÃO
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COLETA DE DADOS
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METAS QUALITATIVAS
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INDICADORES DE RESULTADOS
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COLETA DE DADOS
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- Oferta de refeição/ banho/ troca de roupa e pernoite
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- Realizar atendimento e acolhimento a 20 crianças, de ambos os sexos
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- Realizar, compras de material de higiene/limpeza e gêneros alimentícios
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- Registro administrativo
e controle de estoque
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- Refeições com cardápio equilibrado e de boa qualidade, oferecidas em quantidade suficiente a demanda da casa
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- crianças apresentando progresso no que se refere às suas condições de higiene pessoal, saúde e física
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Acompanhamento nutricional dos educandos e verificação dos cuidados com sua higiene pessoal
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META 3
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Encaminhar aos serviços da rede de saúde, quando detectados casos de necessidade
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AÇÕES
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METAS QUANTITATIVAS
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INDICADORES DE GESTÃO
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COLETA DE DADOS
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METAS QUALITATIVAS
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INDICADORES DE RESULTADOS
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COLETA DE DADOS
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- Atendimento individual
- Contatos telefônicos com a rede de serviços de saúde no município
- Providenciar transporte
- Manter
Medicamen
tos para primeiros socorros
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- Realizar atendimento e acolhimento a 20 crianças de ambos os sexos
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- Garantir o encaminhamento à rede de serviços do município
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- Registro administrativo
- Ficha Social individual de cada criança
- Ficha de entrevista do projeto de vida e relatório síntese
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Acompanhamento após os atendimentos de saúde, com a orientação e controle na ingestão dos medicamentos
Acompanhamento no atendimento de especialidades, quando necessário
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- Fichas com histórico do atendimento de saúde, inclusive com identificadores de necessidade de retornos/ tratamentos
-crianças apresentando melhora nas condições de saúde
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- Entrevista inicial
- Registros administrativo que possibilitem o acompanhamento do atendimen
to e ou tratamento de saúde
- Relatórios mensais
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META 4
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Recepcionar a criança, iniciar os contatos com Conselhos Tutelares e rede de serviços, para identificação da situação e da família, visando um possível retorno ao convívio familiar, além de comunicar no prazo legal os órgãos competentes
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AÇÕES
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METAS QUANTITATIVAS
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INDICADORES DE GESTÃO
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COLETA DE DADOS
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METAS QUALITATIVAS
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INDICADORES DE RESULTADOS
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COLETA DE DADOS
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- Atendimento individual
- No recebimento das crianças, identificar através do preenchimento a ficha cadastral, as necessidades emergenciais, respeitando as individualidades
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- Realizar entrevista individual com coleta de dados para identificar o motivo dos risco e situação familiar
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- Garantir a localização dos familiares, para o trabalho com os mesmos e posterior retorno à comunidade
- Informar, dentro dos prazos legais, os órgãos competentes
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- Registro administrativo
- Ficha Social individual de cada adolescente
- Ficha de entrevista do projeto de vida e relatório síntese
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- Buscar integrar a criança na família no menor prazo possível
- Acompanhar e monitorar o retorno à família, pelo tempo que se avaliar necessário.
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- Monitorar, junto aos órgãos competentes, os processos, com envio de relatórios técnicos sobre cada caso, de forma a garantir o breve retorno para a família.
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- Entrevista inicial
-Preenchimento da ficha cadastral, garantindo o sigilo
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META 5
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Intervir de forma a fortalecer os vínculos familiares, ou a reintegrar com outros meios de convívio social.
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AÇÕES
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METAS QUANTITATIVAS
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INDICADORES DE GESTÃO
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COLETA DE DADOS
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METAS QUALITATIVAS
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INDICADORES DE RESULTADOS
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COLETA DE DADOS
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Atendimento individual
- Promover o retorno à vida social, inserindo em outros programas do município
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- Garantir o acompanhamento das famílias
-Inserir em projetos/atividades sociais, o maior número de crianças para garantir o convívio social
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- Realizar atendimento domiciliar às famílias
- Acompanhar e monitorar a participação em outros projetos
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- Registro administrativo
- Ficha Social individual de cada criança, -Ficha de entrevista do projeto de vida e relatório síntese
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- Promover o fortalecimento dos vínculos afetivos e comunitários
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- Monitoria da freqüência das crianças nos projetos e atividades em que foram incluídos
-Mudanças na dinâmica familiar dos atendidos
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- Entrevista inicial
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META 6
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Atender, de forma individual e grupal, para orientações, encaminhamentos e acompanhamento da (re)construção do projeto de vida.
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AÇÕES
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METAS QUANTITATIVAS
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INDICADORES DE GESTÃO
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COLETA DE DADOS
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METAS QUALITATIVAS
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INDICADORES DE RESULTADOS
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COLETA DE DADOS
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META 7
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Fortalecer os vínculos entre educadores voluntarios e educandos, propiciando espaços de vivência coletiva, utilizando recursos/oficinas pedagógicos, culturais e lúdicos, na rotina da criança, de forma a construir o encaminhamento necessário para a intervenção.
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AÇÕES
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METAS QUANTITATIVAS
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INDICADORES DE GESTÃO
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COLETA DE DADOS
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METAS QUALITATIVAS
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INDICADORES DE RESULTADOS
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COLETA DE DADOS
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- Atendimento individual
- Rodas de conversas entre as crianças e educadores, utilizando-se como recursos, atividades pedagógicas.
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- Planejamento das atividades, atendendo as necessidades e interesses dos acolhidos na casa
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- Revisão sistemática do planejamento das atividades pedagógicas
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- Registro administrativo
- Ficha Social individual de cada criança,
-Ficha de entrevista do projeto de vida e relatório síntese
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- Mudanças de comportamento com maior tempo de permanência na casa, não retornando para as ruas
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- Diminuição do número de adolescentes em situação de rua
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- Entrevista inicial
- Criação de ficha de observação para controle dos resultados obtidos junto às atividades pedagógicas
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META 8
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Propiciar à equipe da Casa, durante a permanência no serviço, a capacitação e a supervisão técnica constante.
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AÇÕES
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METAS QUANTITATIVAS
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INDICADORES DE GESTÃO
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COLETA DE DADOS
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METAS QUALITATIVAS
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INDICADORES DE RESULTADOS
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COLETA DE DADOS
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- Contribuir com os profissionais da casa, oferecendo supervisão e capacitação atendendo, sempre, as necessidades do serviço prestado na casa quando for solicitado por eles
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- Desenvolver as capacitações atendendo as prioridades da equipe da casa
- Manter, sistematicamente, as supervisões
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- Garantir o desenvolvimento das capacitações, supervisões e nos prazos estabelecidos e solicitados
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-Registro administrativo
- Ficha de entrevista do projeto de vida e relatório síntese
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- Ampliar os conhecimentos dos profissionais no atendimento social
- Fortalecer o trabalho em equipe
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- A melhoria na qualidade dos serviços prestados junto ao público alvo
- Crescimento dos resultados do trabalho desempenhado pela equipe
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- Entrevista inicial
- Criação de ficha de observação para controle dos resultados obtidos junto às atividades desenvolvi
das
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META 9
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Criar um banco de dados e monitoramento para o estudo e acompanhamento dos casos, com indicadores de metas e resultados a curto, médio, longo prazos.
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AÇÕES
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METAS QUANTITATIVAS
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INDICADORES DE GESTÃO
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COLETA DE DADOS
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METAS QUALITATIVAS
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INDICADORES DE RESULTADOS
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COLETA DE DADOS
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-Atendimento individual
- Construção de banco de dados
Acompanhamento e inserção diários de informações que permitam manter o banco atualizado
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- Realizar atendimento acolhimento 20 crianças de ambos os sexos.
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Banco de Dados produzindo relatórios e tabelas dos atendimentos realizados
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- Registro Admin.
- Ficha Social individual e ficha de entrevista do projeto de vida e relatório síntese.
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- Programa adequado, de fácil entendimento, e operação que melhor diagnostique as necessidades do público atendido na casa e possa consolidar os dados obtidos junto aos públicos atendidos
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- Obtenção imediata das informações sobre registros e dados gerais do público atendido e freqüência da casa
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- Entrevista inicial
- Atendimento feito pela equipe técnica
- Relatórios Mensais
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META 10
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Apoiar a criação de grupos de voluntários oriundos da comunidade que possam ser inseridos, de formas diversificadas, nas atividades e no apoio da casa.
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AÇÕES
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METAS QUANTITATIVAS
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INDICADORES DE GESTÃO
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COLETA DE DADOS
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METAS QUALITATIVAS
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INDICADORES DE RESULTADOS
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COLETA DE DADOS
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- Divulgação, do trabalho
- Mapear grupos de voluntários possíveis na comunidade
- Entrevistar e avaliar, os interessados em trabalho voluntário.
- Capacitar os voluntários,
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- Ampliar, em conformidade com a demanda da casa, a participação dos voluntários nas atividades da casa
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- Comunidade
de jovens estudantes
estagiários envolvidos no trabalho da Casa
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- Registro de atividades e mapa dos grupos voluntários
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- Trazer para a casa pessoas comprometidas com a solidariedade e cidadania, e dispostas a doarem parte do seu tempo aos trabalhos da casa.
- Promover a vinculação e o bom convívio dessas pessoas aos adolescentes da casa.
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- Número de voluntários envolvidos com as atividades da casa
- Aceitação pelos adolescentes da presença desses voluntários na casa
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- Registro de freqüência e de atividades
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CRONOGRAMA DE ATIVIDADES / RESPONSÁVEIS
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ATIVIDADES
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01
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02
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03
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04
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05
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06
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07
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08
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09
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10
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11
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12
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Responsável
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Participante
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Coordenação e Equipe Técnica
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Parceiros e organizações da rede
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Equipe Técnica
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Acolhidos e famílias
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Equipe Técnica
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Famílias
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Equipe Técnica
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acolhidos e famílias
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Equipe Técnica
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Equipe Técnica e Supervisão do CREAS
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Coordenação e Equipe Técnica
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Equipe Técnica e demais parceiros
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Coordenação e Equipe Técnica
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Coordenação e Equipe Técnica
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Coordenação e Equipe Técnica
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Coordenação e Equipe Técnica
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Coordenação e Equipe Técnica
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Coordenação e Equipe Técnica
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